quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sem brilho,sem Luis Fabiano,São Paulo empata com a LDU de Loja e garante classificação

Foi com muito mais sufoco do que o imaginado. Mas o São Paulo, que fez uma de suas piores partidas na temporada, está classificado às quartas de final da Copa Sul-Americana. Na noite desta quarta-feira, o time ficou no 0 a 0 com a fraca LDU de Loja, do Equador, e avançou por ter feito um gol na casa do adversário: o jogo de ida, realizado no dia 26 de setembro, terminou 1 a 1.  
Sem Luis Fabiano e com Lucas e Jadson em noite pouco inspirada, o Tricolor pouco assustou, mesmo jogando em casa, e ainda viu o time equatoriano dar trabalho na etapa complementar. Destaque negativo do jogo ficou para a péssima arbitragem do juiz paraguaio Julio Quintana, que prejudicou as duas equipes na partida. No primeiro tempo, ele não marcou dois pênaltis a favor do São Paulo, ambos sofridos por Ademilson. Na etapa complementar, ignorou falta clara de Rhodolfo em Ferraud quando o meia equatoriano ficaria cara a cara com Rogério Ceni.
Houve ainda uma discussão entre Rogério Ceni e Ney Franco por causa de uma substituição no segundo tempo: o goleiro queria a entrada de um jogador mais alto para ajudar no ataque e pediu Cícero, mas o treinador preferiu colocar o atacante Willian José.
Ademilson do São Paulo na partida contra o LDU de Loja (Foto: Alex Silva / Ag. estado)Ademilson teve fraca atuação na partida realizada nesta quarta, no Morumbi (Foto: Alex Silva / Ag. estado)
O adversário do São Paulo na próxima fase será conhecido nesta quinta-feira, quando Emelec e Universidad de Chile se enfrentarão no Equador. No jogo de ida, disputado em Santiago, houve empate por 2 a 2. O primeiro jogo das quartas está marcado para quarta-feira da semana que vem.
O Tricolor agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. No sábado, o time enfrenta o Sport, no Recife, pela 33ª rodada da competição. A equipe é a quarta colocada na tabela, com 55 pontos, cinco a mais que o Vasco, que vem em quinto. Nesta quarta-feira, a equipe carioca foi derrotada em casa pelo Internacional, por 2 a 1, e perdeu a chance de diminuir a distância para o rival paulista. 
Arbitragem polêmica no primeiro tempo 
Foram raras as emoções nos primeiros 45 minutos. O São Paulo, com Ademilson na vaga de Luis Fabiano, machucado, se manteve no esquema 4-3-3 e teve o controle da partida diante de um adversário fraco. Tanto que Rogério Ceni passou boa parte do tempo assistindo à partida, tamanha era a fragilidade da equipe equatoriana.
A disparidade técnica entre os times era muito grande, mas o Tricolor não soube transformar isso em vantagem no marcador. É verdade que o juiz paraguaio Julio Quintana teve interferência no começo da partida ao não marcar pênalti de Vera em Ademilson, mas o fato principal é que a equipe de Ney Franco não estava em noite inspirada.
Lucas era vigiado por dois (às vezes até três) marcadores e praticamente não foi notado. Jadson, com espaço no meio-campo, mostrava deficiência nos passes. Pela esquerda, Cortez chegava para apoiar com muita vontade, mas sem qualidade. O mais lúcido era Osvaldo, que, aos 25, fez jogada individual, passou por dois marcadores e bateu à esquerda de Palacios, com muito perigo. Ademilson, que marcou um gol impedido aos 16, exigiu boa defesa do goleiro rival aos 21, em chute de fora da área. Ficou nisso.
No último lance da primeira etapa, nova polêmica. Vera, que havia acabado de tomar cartão amarelo em lance com Ademilson, deu uma cotovelada dentro da área em Paulo Miranda. O juiz saiu correndo para a área com a mão apontada para frente. Todos tiveram impressão de que ele havia marcado pênalti. Rogério Ceni até saiu da área e pegou a bola para fazer a cobrança. No entanto, teve de retornar ao gol: o paraguaio havia assinalado apenas tiro de meta.
Ney e Rogério divergem por causa de substituição
No segundo tempo, as coisas se complicaram para o São Paulo. A LDU de Loja recuou ainda mais e passou a se defender com até nove jogadores. Com os espaços reduzidos, o Tricolor rodava a bola, mas não tinha profundidade para finalizar. Lucas, apagado pela direita na etapa inicial, trocou de lado com Osvaldo e foi para a esquerda. De nada adiantou. O time equatoriano, por outro lado, era eficiente no sistema defensivo, mas não tinha força para atacar.
O 0 a 0 garantia a classificação tricolor, mas à medida que o tempo foi passando, o time de Ney Franco começou a ficar nervoso. Como os homens de frente não resolviam, os defensores resolveram agir. Wellington e, principalmente, Rafael Toloi passaram a avançar constantemente. Ambos, porém, sem sucesso. Aos 18, no único contra-ataque encaixado pela equipe equatoriana, o juiz paraguaio voltou a errar ao não marcar falta clara de Rhodolfo em Ferraud, quando o meia da LDU ficaria cara a cara com Rogério Ceni.
A partir dos 20, acabou a paciência dos cerca de 15 mil torcedores que estavam no Morumbi. Aos 23, Larrea, em cobrança de falta da intermediária, assustou Rogério Ceni. Vendo que sua equipe corria riscos, o capitão resolveu agir. E não em cobranças de falta ou pênalti, suas especialidades, mas bancando o auxiliar-técnico. No entanto, acabou entrando em atrito com Ney Franco: ele sugeriu a entrada de Cícero na equipe, mas o treinador preferiu Willian José, que acabou substituindo Ademilson.
O tempo passava e o São Paulo não tinha força ofensiva. Jadson seguia dispersivo nos passes e Lucas fazia uma de suas piores partidas pelo Tricolor. Tanto que o time só foi criar uma chance aos 35, em chute de Osvaldo, que Palacios espalmou para escanteio. Antes do apito final, Douglas ainda entrou na vaga de Jadson. Nada que fizesse o time crescer. Apesar do esforço final dos equatorianos, que tentaram ir para o abafa, o Tricolor conseguiu segurar o 0 a 0 que lhe garantiu a suada classificação. 

Com "ajuda" de gol contra,Grêmio vira sobre o Barça e avança... Do Equador...

Valeu pelo resultado. Em uma partida com futebol de pouca qualidade, o Grêmio precisou de um gol contra para avançar às quartas de final da Copa Sul-Americana. Na noite desta quarta-feira, no Olímpico, o Tricolor saiu perdendo para o Barcelona-EQU, em chute de Mina, mas achou o empate em falha de Perlaza e a virada já nos acréscimos, com Zé Roberto, de falta. Golaço que amainou uma atuação ruim da equipe de Vanderlei Luxemburgo, num jogo nervoso, de alta tensão e superação. Combinada com o triunfo de 1 a 0  em Guayaquil, em 26 de setembro, a vitória por 2 a 1 em casa classificou o time para enfrentar o Millonarios, da Colômbia, por vaga à semifinal. A primeira partida do confronto será terça-feira, no Olímpico.
Antes do primeiro duelo pelas quartas de final do torneio continental, porém, há a retomada do Brasileirão. No sábado, às 18h30m (de Brasília), o rival é o Bahia no Pituaçu, em Salvador.

O Equatoriano é o que restou ao Barcelona: encara o Técnico Universitário, domingo, em Ambato.
Elano comemora gol do Grêmio contra o Barcelona-Equ (Foto: Lucas Uebel / Site Oficial do Grêmio)Elano comemora gol do Grêmio contra o Barcelona-EQU (Foto: Lucas Uebel / Site Oficial do Grêmio)
Pouco futebol
Sem Elano, que começou no banco de reservas, o Grêmio foi um time burocrático, previsível, com pouca criatividade. E encontrou um rival ofensivo, afinal, estava pressionado pela desvantagem do jogo de ida: derrota por 1 a 0 em casa. Essa foi a tônica do primeiro tempo. Mas, embora a diferença de postura, o Barcelona pouco ameaçou o gol de Marcelo Grohe. Muito porque não teve a capacidade de superar o robusto meio-campo tricolor - Marco Antonio se juntou aos volantes Fernando e Souza.
Neste panorama, apenas aos 36 minutos, Mina, em um chute fraco de fora da área, fez o camisa 1 do Grêmio trabalhar. Àquela altura, o Tricolor havia desperdiçado boas chances. Marcelo Moreno de cabeça, Marco Antonio após cruzamento de Zé Roberto, Anderson Pico em dois chutes de fora da área, e, por fim, Werley cabeceando, na pequena área, nas mãos de Banguera, completaram a lista de oportunidades não aproveitadas. Sempre em iniciativas individuais, com pouca construção coletiva.
- Estamos nos classificando, mas é melhor definir o jogo. Vamos ver o que o Vanderlei vai falar agora - disse Zé Roberto no intervalo.
Inversão de papéis
Deu certo. O Grêmio voltou envolvente. Em sete minutos, apresentou evolução. Trocou passes. Passou a ter drible, vitória pessoal. E amassou o rival. Kleber, cabeceando cruzamento de Pico e chutando de fora da área, e Werley, de cabeça após escanteio, quase marcaram. Aí o futebol mostrou por que é um esporte fascinante.
Sem sequer ter ultrapassado a linha do meio-campo até os oito minutos, o Barcelona abriu o placar. Diaz fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Mina completar à rede: 1 a 0. O entusiasmo foi tanto que Banguera deixou o gol, correu o campo todo e se junto ao bolo de atletas na comemoração.
A desvantagem, que levava a decisão aos pênaltis, fez Luxa mudar. Elano entrou na vaga de Marco Antonio, mas o Grêmio sentiu o gol. Viveu momentos de desestabilização. Quase levou o segundo, novamente com Diaz, em chute cruzado de fora da área que calou o Olímpico tamanho o susto. Então, a sorte ajudou.
Depois de boa tabela pela esquerda, entre Elano e Pico, o lateral foi à linha de fundo e cruzou para a área. Tentando afastar, Perlaza mandou contra o próprio gol: 1 a 1. A partida ficou morna. O Grêmio administrou, e o Barcelona perdeu força com a saída de Diaz, por lesão. Tanto sentiu o cansaço que precisou recorrer a um toque no braço para parar o ataque tricolor, aos 45 minutos. Zé Roberto cobrou a falta com perfeição e consertou de vez uma noite que ensaiou tornar-se tenebrosa para os gremistas no Olímpico. Faltou mais futebol, mas a vaga surgiu. Era, ao fim das contas, o mais importante.

Apático,Palmeiras é atropelado pelo Millionarios e sai da Sul-Americana

Na dúvida entre Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana, o Palmeiras recebeu um impiedoso castigo nesta terça-feira. Com meio time reserva, mas contando com o artilheiro Barcos, o Verdão levou um justo 3 a 0 do Millonarios no El Campín, em Bogotá, e está eliminado da competição internacional. De nada adiantou a vitória por 3 a 1 no jogo de ida, em São Paulo. A péssima atuação da maioria dos jogadores acabou com qualquer chance alviverde. Agora, o time só se concentra na luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
Ortiz, Rentería e Ochoa fizeram os gols do Millonarios, que aguarda o vencedor do confronto entre Grêmio e Barcelona, do Equador – a vaga será decidida nesta quarta-feira. A equipe treinada por Hernán Torres mostrou garra e até qualidade técnica, algo que não havia apresentado no Pacaembu.
Fora do torneio, o Palmeiras terá mais tempo para treinar e buscar a fuga do rebaixamento nos seis jogos que faltam na competição nacional. O problema é a forma como o Verdão foi derrotado: um time apático, sem criatividade e muito nervoso – Luan só não foi expulso porque o árbitro Victor Carrillo, do Peru, não quis.
Já Betinho fez por merecer o vermelho. Ele passou apenas seis minutos em campo: entrou aos 33, na vaga de Patrik, e acabou excluído aos 39, primeiro fez uma falta dura e depois acertou uma bolada proposital em Vasquez. Não há como contestar a vitória do Millonarios, o único time em campo que queria avançar na Copa Sul-Americana. O estádio lotado e vibrante foi fundamental para a equipe da casa.
O Palmeiras não terá muito tempo para digerir a derrota. O próximo jogo é no sábado, às 16h20m (horário de Brasília), contra o Internacional, em Porto Alegre. Pelo menos os poupados Maurício Ramos, Marcos Assunção e Henrique estarão de volta.
Renteria e Artur, Millonarios e Palmeiras (Foto: Agência EFE)Renteria e Artur disputam a bola na defesa do Palmeiras (Foto: Agência EFE)
Pressão azul, displicência verde
A diferença de espírito entre Millonarios e Palmeiras pôde ser vista horas antes do duelo. A torcida azul de Bogotá se mobilizou e atendeu aos pedidos do time, esgotando os ingressos e praticamente lotando o El Campín. Luzes, sinalizadores e até as barulhentas vuvuzelas criaram um cenário típico de Taça Libertadores. O problema é que o Palmeiras só vai jogar a principal competição do continente ano que vem. Até lá, o time pensa mais na fuga do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Apesar do discurso padrão – “queremos ganhar todos os títulos” – o Palmeiras entrou claramente desinteressado em campo, com um ritmo bem mais lento que o do rival. A escalação montada por Gilson Kleina contribuiu com o panorama do jogo: depois de dizer que levaria a campo um time mais leve, ele promoveu Daniel Carvalho à condição de titular. Daniel, aquele que tem sofrido com problemas para chegar ao peso ideal.
Ortiz comemora gol do Millonarios contra o Palmeiras (Foto: Agência EFE)Ortiz comemora o primeiro gol da vitória do Millonarios (Foto: Agência EFE)
Só deu Millonarios. Precisando de dois gols, o time de Hernán Torres mostrou que não tem tanta qualidade técnica, mas pode jogar bem quando tem o apoio de milhares de vozes em casa. Candelo e Rentería são os melhores jogadores, mas a bola teimava em chegar só aos pés do fraco Wilberto Cosme. Pela direita, o atacante encontrou muitos espaços nas costas de Juninho, mas errou todos os seis chutes que tentou – alguns deles na cara de Bruno.
Principal preocupação dos colombianos, Barcos recebeu marcação dupla o tempo todo. Por isso, teve de buscar a bola no meio-campo. E o Pirata, capitão do time nesta terça-feira, foi melhor armador do que Daniel, perdido, e Tiago Real, que foi deslocado para a lateral direita e sumiu. Mal encaixadas, as peças alviverdes deixaram as azuis à vontade.
Não fosse o pé torto de Cosme, a torcida colombiana teria comemorando antes. O grito só saiu da garganta aos 34 minutos, quando Cosme deixou de chutar e resolveu iniciar uma jogada. Ele mandou para área, Rentería fez um corta-luz inteligente, e Ortiz apareceu livre para finalizar de pé direito, praticamente na marca do pênalti: 1 a 0 Millonarios, para o El Campín tremer. O Verdão sentiu o baque, mas foi para o intervalo ainda com uma vantagem mínima.
E podia ter sido mais...
A apatia do primeiro tempo palmeirense ficou um pouco de lado com as entradas de Luan e Obina nas vagas dos cansados Mazinho e Daniel Carvalho, respectivamente. O Verdão passou a tocar mais a bola, com paciência, jogando com o tempo a seu favor. O cenário era o ideal para o Palmeiras atrair o Millonarios e tentar um gol nos contra-ataques. Tudo corria bem, e até a fanática torcida colombiana começou a murchar.
Mas aí, apareceu o contestado Leandro Amaro. A torcida já não morre de amores por ele, e o zagueiro, às vezes, não colabora muito. Em uma jogada que não oferecia perigo, ele deu as costas ao meia Candelo e acabou cometendo um pênalti de “craque”: com um toque de letra, o zagueiro derrubou o capitão do Millonarios, e a infração foi marcada. Aos 15 minutos, Rentería bateu com classe, sem chances para Bruno: 2 a 0, e serviço feito.
Até as cabines de imprensa do El Campín, localizadas no ponto mais alto do estádio, tremeram com o gol. A intensidade dos cantos aumentou, e o Palmeiras se viu sem alternativas para reagir. Com um jogador a menos no banco de reservas, Gilson Kleina não tinha muito o que fazer. Só mesmo Barcos para dar esperanças. Sozinho, o Pirata armou, driblou e chutou a gol. Aos 25, exigiu defesa muito difícil do goleiro Delgado. Obina também tentou de longe, sem sucesso.
A esperança acabou aos 31 minutos, com mais uma bela jogada de Candelo. Passe perfeito para Ochoa marcar o terceiro do Millonarios. No desespero, Kleina tirou Patrick e colocou Betinho. O talismã verde, autor do gol do título da Copa do Brasil, passou apenas seis minutos em campo. Absolutamente descontrolado, levou dois amarelos e, consequentemente, o vermelho. Retrato fiel do que é o Palmeiras hoje em dia.
O Verdão, mais uma vez, se mostrou  previsível. Deu sorte de não ter sido implacavelmente goleado, já que o Millonarios perdeu várias chances - aos 44, Rentería ainda acertou o travessão. Fora da Sul-Americana, o time agora volta à pressão do Brasileirão e da luta contra o rebaixamento. Serão dias difíceis...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Escorregada: Neymar perde pênalti, e Santos não sai do zero contra o Universidad

No geladíssimo Estádio Nacional, Neymar foi disparado o principal destaque da partida de ida da final da Recopa Sul-Americana, entre Universidad de Chile e Santos. Isso não quer dizer, porém, que o craque só tenha feito coisas boas no duelo que terminou com o empate em 0 a 0 na noite desta quarta-feira.

As quatro boas (e únicas) chances do Peixe na partida tiveram participação do craque. Na mais clara delas, em pênalti inexistente marcado em cima dele mesmo pelo árbitro argentino Néstor Pitana, o popstar da Vila escorregou e isolou por cima do gol. Com o erro, o jejum de gols longe do país pelo Alvinegro permaneceu em vigor neste ano. Agora, são cinco jogos.

La U, por sua vez, também teve ótimas chances de chegar ao gol, mas não soube aproveitar. O centroavante Gutiérrez e o bom volante Aránguiz, destaque do time chileno, tiveram as melhores oportunidades, sem sucesso.

O empate com gosto estranho para os dois lados deixa tudo aberto para o próximo embate entre as equipes, marcado para o dia 26 de setembro, às 22h (de Brasília), no Pacaembu. Em caso de novo empate, haverá prorrogação. Persistindo a igualdade, o título da Recopa será decidido nos pênaltis.

Agora, o Santos tem o clássico contra o Palmeiras, neste sábado, às 18h30m (de Brasília), no Pacaembu, enquanto a Universidad de Chile enfrentará a Union Española, no mesmo dia, pelo torneio Clausura, fora de casa.

 Sebastian Martinez e Neymar, Universidad de Chile x Santos (Foto: Agência EFE)Neymar tenta passar pela marcação de Martinez, em Santiago (Foto: Agência EFE)

Neymar desequilibra e La U pressiona

Todas as expectativas antes da partida rodeavam Neymar. Quando a bola rolou, de fato, todos os holofotes do Estádio Nacional se voltaram para o craque. Tanto para o bem quanto para o mal. Empolgada pela pressão de sua torcida na congelante Santiago, a Universidad de Chile começou pressionando com a bola nos pés, mas sem eficiência. Armado no 4-2-3-1 de Muricy Ramalho, o Santos estava postado esperando um erro, para aproveitar a velocidade de Neymar e Patito Rodriguez nos contra-ataques. Os erros da La U vieram, mas os equívocos alvinegros impediram o time de abrir o placar.

Quando tinha a bola nos pés, o Peixe se mostrava superior tecnicamente. Até que teve três chances em sequência para abrir o placar, sempre com a participação de Neymar. O craque recebeu bola com açúcar de Ganso, deu um drible de corpo no zagueiro e tirou o goleiro Herrera da jogada, mas hesitou na finalização, perdendo o ângulo para o chute, aos oito minutos. Em seguida, chamou Martínez e Rojas para dançar pelo lado direito do ataque e, mostrando visão de jogo, achou Ganso livre no segundo pau. O meia pensou, driblou com calma e finalizou de direita, mas Herrera evitou o gol com linda defesa, aos 14.

No momento em que o camisa 11 poderia encerrar o jejum de gols pelo Santos fora do país no ano, o inesperado aconteceu. Após mais uma bonita jogada, pela direita, Neymar driblou Rojas e Martínez, que o derrubou fora da área, aos 16. O árbitro argentino Néstor Pitana, porém, assinalou pênalti inexistente. Na cobrança, o craque lembrou o italiano Roberto Baggio na final da Copa do Mundo de 1994 e isolou por cima, depois de escorregar.

O erro diminuiu o ritmo do Santos e aumentou a confiança da equipe chilena, que passou a arriscar principalmente em chutes de fora da área. A mais perigosa delas foi com o volante Aránguiz, destaque do time, que por muito pouco não acertou o ângulo de Rafael, aos 38. Logo em seguida, o mesmo Aránguiz cruzou na cabeça de Gutiérrez, mas o centroavante da La U desperdiçou ótima chance, cabeceando para fora. Ainda houve tempo para Lorenzetti, aos 42, novamente ficar no quase pelo time, ao finalizar à esquerda do goleiro santista.

Durval, Universidad de Chile x Santos (Foto: Agência EFE)Gutierrez disputa jogada pelo alto com Durval e Bruno Rodrigo (Foto: Agência EFE)

Pouca emoção e empate

O primeiro tempo terminou com a Universidad de Chile pressionando o Santos, e o segundo não começou diferente. Sem substituições dos dois lados, o panorama se manteve. Explorando as bolas aéreas, um dos bons caminhos para vencer a zaga alvinegra, o time chileno assustou duas vezes seguidas com o centroavante Gutiérrez, aos quatro e cinco minutos.

Aparentemente nervoso, o Peixe errava passes bobos na saída de bola e proporcionava mais pressão do adversário. O problema é que nenhum dos dois lados aproveitava as poucas chances, e a partida passou a se arrastar. A torcida levantou-se novamente no Estádio Nacional aos 20, quando Muricy Ramalho substituiu André pelo argentino Miralles. O atacante recebeu vaia ensurdecedora dos fanáticos pela La U, já que era carrasco do time chileno quando atuava pelo Colo Colo, arquirrival, e Everton. Ao todo, fez oito gols em 11 jogos contra o adversário santista na final da Recopa. Mas desta vez passou em branco.

Na sequência, lance polêmico. Após cobrança de falta, Rojas e Bruno Rodrigo se encorrscaram dentro da área e os dois caíram. A torcida, claro, pediu pênalti, mas o árbitro Néstor Pitana, desta vez, mandou seguir, aos 22. O último lance que fez os chilenos vibrarem nas arquibancadas foi protagonizado pelo bom volante Aránguiz. De falta, o jogador assustou aos 36.

Quando o duelo parecia definido, quase um lance de genialidade de Neymar desempatou o jogo. Felipe Anderson puxou contra-ataque, mas vacilou na hora de passar para o atacante, aos 44. O camisa 11, mesmo sem ângulo, tentou encobrir Johnny Herrera e acabou acertando o travessão. Empate com gosto estranho para o Santos, que teve chances para vencer fora de casa, mas também escapou de uma pressão da La U.

Botafogo pressiona e vence, mas Palmeiras se classifica no sufoco

O Botafogo lutou, pressionou e venceu, mas não levou a vaga às oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com um golzinho que fez toda a diferença, o Palmeiras se classificou mesmo perdendo por 3 a 1 nesta quarta-feira, no Engenhão, pelo jogo de volta da primeira fase da competição internacional. Mesmo com todo o sufoco, o Verdão se classificou graças à vitória por 2 a 0 na partida de ida e o gol marcado fora de casa – critério de desempate no torneio. O time de Luiz Felipe Scolari aguarda o vencedor do confronto entre Guarani, do Paraguai, e Millonarios, da Colômbia, que farão o primeiro jogo no dia 30, e o segundo, em 19 de setembro.

Emoção não faltou na partida, que merecia público bem maior no Rio de Janeiro – apenas 2.434 pagantes compareceram ao Engenhão. O Botafogo abriu o placar com Seedorf (após receber passe de Lucas, impedido), sofreu o empate com Patrik, marcou dois gols no segundo tempo e fez 15 minutos insanos no fim. Pressão total, bolas choradas, finalização na trave. Sem sucesso.

Cheio de desfalques, o Verdão continua sua maratona entre Sul-Americana e Campeonato Brasileiro, buscando alternativas para se virar. Nesta quarta, a classificação heroica veio com 12 desfalques e apenas cinco jogadores no banco de reservas. O Botafogo, por outro lado, foca no Campeonato Brasileiro para buscar uma vaga na Libertadores.

As duas equipes terão clássicos no fim de semana, válidos pela última rodada do primeiro turno do Brasileirão. O Palmeiras recebe o Santos no sábado, às 18h30m (de Brasília), no Pacaembu. O Botafogo enfrenta o Flamengo no domingo, às 16h, no Engenhão.

Obina Palmeiras e Fabio Ferreira Botafogo (Foto: EFE)Obina, do Palmeiras, protege a bola de Fabio Ferreira, do Botafogo (Foto: EFE)

Seedorf dá esperanças; Barcos também

A torcida do Botafogo não parecia acreditar tanto na virada. O Engenhão vazio facilitou a vida do Palmeiras, que, sem pressão, fez o que dele se esperava: segurou o jogo de forma inteligente, o máximo que pôde. Com Brinner na zaga ao lado de Antônio Carlos e Fábio Ferreira, o técnico Oswaldo de Oliveira queria ter mais altura nas bolas aéreas e, na mesma tacada, liberar os laterais Lucas e Lima para o ataque. O problema é que Juninho e Patrik caíram nas costas dos alas, impedindo qualquer avanço.

Com oito desfalques por lesões e apenas quatro jogadores de linha no banco de reservas (mais o goleiro), Felipão quebrou a cabeça e teve de armar um time mais conservador e trancado na defesa. Pela direita, o zagueiro Román fez a função de lateral, ajudado por João Vitor. E com o Botafogo insistindo nas jogadas pelo meio, a marcação se encaixou rapidamente. Nem mesmo Seedorf escapou. Sempre vigiado, o holandês apareceu em duas faltas cometidas – uma em João Vitor, outra em Barcos.

Patrik e Andrezinho, Botafogo x Palmeiras (Foto: Agência EFE)Patrik, mesmo marcado por Andrezinho, faz o gol
do Palmeiras (Foto: Agência EFE)

O time alvinegro trocou, trocou e trocou mais passes, mas sem levar perigo ao goleiro Bruno. Do outro lado, o carrasco Barcos começou a gostar do jogo. Com quatro gols em dois jogos contra o Botafogo, o Pirata se sentiu em casa no Engenhão e se deu ao luxo de tentar mais um golaço. Com Jefferson adiantado, o atacante tentou uma bomba da intermediária e a bola passou muito perto da trave esquerda do goleiro. Ao lado de Obina, Barcos prendeu os três zagueiros na defesa e impediu uma pressão maior do rival.

Mesmo naquele ritmo meio travado, meio receoso, o Botafogo conseguiu abrir o placar em um apagão geral - da defesa palmeirense e do árbitro auxiliar Márcio Eustáquio Santiago. Aos 34 minutos, Lucas recebeu sozinho na entrada na área, em posição de impedimento, e rolou para Seedorf empurrar para o gol, sem goleiro: 1 a 0 Botafogo. A reclamação alviverde contrastou com a esperança alvinegra, renovada graças ao craque holandês.

No primeiro tempo, a posse de bola foi quase toda botafoguense: 62% a 38%. Mas a empolgação na busca pelo segundo gol custou caro ao time da casa. Em dois contra-ataques, um “quase golaço” e o empate palmeirense. De bicicleta, Obina exigiu defesaça de Jefferson. Na sequência, Barcos, de novo, decidiu. Autor dos últimos sete gols do Verdão, desta vez ele foi garçom. Aos 43, com um passe que tirou três marcadores da jogada, o Pirata deixou Patrik na boa para marcar: 1 a 1. E o botafoguense, antes empolgado, repetiu o script de outros jogos e pediu a saída de Oswaldo de Oliveira.

Reação insuficiente

Precisando de três gols e com 45 minutos pela frente, o Botafogo voltou ligado, sem deixar o Palmeiras respirar. Lodeiro deu mais movimentação ao meio-campo, confundindo a já cansada defesa do rival. Seedorf conseguiu encontrar mais espaços. Deixar o holandês livre para criar chega a ser loucura. Na primeira chance que teve, deu passe perfeito para Renato, que avançou sem ser incomodado e tocou na saída de Bruno: 2 a 1 Botafogo, aos 11 minutos.

Renato, Botafogo x Palmeiras (Foto: Agência EFE)Renato avança e faz o segundo gol do Botafogo no Engenhão (Foto: Agência EFE)



A pressão aumentou, e Oswaldo lançou o garoto Cidinho, habilidoso e veloz. Lodeiro foi para a lateral esquerda, e o Alvinegro só atacou. Teve bola pipocando na área sem ninguém chegar, bola na cabeça de Fábio Ferreira, e bola na trave acertada por Elkeson, que atuou como centroavante após a saída de Rafael Marques. Felipão tirou os cansados Obina e Román, colocou os renovados Betinho e Luiz Gustavo.

As modificações não surtiram efeito, os espaços só aumentaram, e o terceiro gol saiu com naturalidade. Parecia que o Botafogo tinha jogadores a mais em campo. Lodeiro, por exemplo, se multiplicou. Aos 27, fez lançamento preciso da esquerda para a direita, e enquanto Lucas se ajeitava para cruzar rasteiro, o uruguaio avançava como um raio pelo meio. Ele só foi visto na pequena área, tocando de leve na bola e tirando de Bruno: 3 a 1. Primeiro gol de Lodeiro com a camisa alvinegra.

Os botafoguenses se multiplicaram também nas arquibancadas. As músicas que ecoavam pelo Engenhão serviram de injeção de ânimo para o time, que pressionou de todo jeito, e até com consciência, tocando a bola e buscando mais espaços. A melhor chance, porém, foi no contra-ataque alviverde, em lindo passe de Betinho para Barcos, que chutou para fora. Lá atrás, o ferrolho de Felipão conseguiu segurar o rival. Travou Cidinho, impediu cabeçada de Elkeson, deu chutão e tudo. A vitória é do Botafogo, mas a vaga é alviverde, na raça e no sufoco.

Lodeiro, Botafogo x Palmeiras (Foto: Agência EFE)Lodeiro fez o terceiro do Botafogo, mas foi insuficiente (Foto: Agência EFE)

Com um gol aos 45, Grêmio arranca vaga do Coritiba na Sul-Americana

Em um jogo muito movimentado, com a vaga da Copa Sul-Americana passando de mão em mão, o Grêmio conseguiu chegar ao apito final classificado. Mesmo perdendo por 3 a 2 no Couto Pereira, a equipe gaúcha somou o placar à vitória por 1 a 0 em Porto Alegre e comemorou graças ao maior número de gols fora de casa. Everton Ribeiro, Roberto e Pereira fizeram pelo Coxa. Elano, de pênalti, e Marcelo Moreno, aos 45 minutos do segundo tempo, marcaram para o Grêmio. O gol decisivo gerou muita reclamação dos jogadores do Coxa, que pressionaram o assistente Emerson de Carvalho, o mesmo que não marcou três impedimentos num só lance do gol da vitória do Santos sobre o Corinthians, no último fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro. No entanto, desta vez o bandeirinha acertou ao não marcar impedimento de Marcelo Moreno, que fez o gol.

O Tricolor gaúcho comemora o feito inédito de chegar às oitavas de final e avançar para a fase internacional do torneio. O time espera o resultado de Cobreloa x Barcelona, do Equador, que tem o primeiro duelo marcado para a próxima terça-feira. O jogo da fase seguinte ainda não tem data prevista para ser realizado.

Coritiba x Grêmio pela Copa Sul-Americana (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)Elano comemora o primeiro gol, que abriu o caminho para a classificação (Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG)

Primeiro tempo emocionante desde o início

O jogo começou com o Coritiba em busca do gol. O time da casa teve uma grande chance logo aos seis minutos, com Roberto, que invadiu a área, mas chutou em cima do goleiro Marcelo Grohe. No entanto, o Grêmio conseguia jogadas rápidas de contra-ataque e assustava o Coxa.
Na batalha dos esquemas táticos, Marcelo Oliveira levava vantagem sobre Vanderlei Luxemburgo, principalmente depois que os jogadores descobriram espaços no lado esquerdo do Grêmio. Robinho e o lateral-direito Ayrton se aproveitavam das oportunidades até que acharam o gol.

Aos 22 minutos, a bola trabalhada do meio de campo do Coritiba começou depois que Roberto a roubou na intermediária e achou o caminho pela direita com Ayrton, que fez o passe para Robinho na linha de fundo. Ele passou para Everton Ribeiro, que driblou Gilberto Silva, chutou no canto direito e fez o gol.

O clima do jogo esquentou depois que Souza, do Grêmio, derrubou Rafinha com um carrinho frontal, mas que passou em branco pelo juiz Wilson Seneme. Em meio a muita reclamação e empurra-empurra entre os jogadores, o bate-boca só parou depois que Pereira e Souza receberam cartão amarelo.

O Coritiba tocava mais a bola e chegava com mais perigo, envolvendo a defesa do Grêmio. Quando não entrava na área, Robinho, Chico e Everton Ribeiro testavam Marcelo Grohe de fora da área. Do lado do Grêmio, os meias Elano e Marquinhos estavam bem marcados e pouco criavam.

Mas o Grêmio tem fama de copeiro e não desperdiça oportunidades. Na primeira escapada de Kleber, o zagueiro Pereira não conseguiu alcançar o atacante e o derrubou dentro da área aos 41 minutos do primeiro tempo. Houve muita reclamação dos jogadores do Alviverde, mas o pênalti foi marcado. Elano não deu chance para o goleiro Vanderlei, fazendo o gol. Neste momento, a vaga era gremista.

Segundo tempo pega fogo com gols e confusão

O segundo tempo começou no mesmo ritmo do primeiro. Mancando desde o fim do primeiro tempo, Roberto teve outra grande chance logo no começo da partida, quando recebeu a bola na área, mas mandou um chutão terrível por cima do gol. Só que não houve tempo de reclamação e Roberto se redimiu, aos sete minutos, quando recebeu o passe de Robinho e, antes que a bola quicasse no chão, mandou o chute para estufar as redes. O gol ainda não dava a vaga para o Coritiba, mas serviu como o combustível para o time.

Depois do gol, o atacante desmontou e foi substituído por Lincoln. O Grêmio passou a assustar avançando pela direita como Kleber, que chegou à linha de fundo e fez cruzamento rasteiro para Marcelo Moreno chutar à queima roupa. Vanderlei fez grande defesa. O terceiro do Coxa veio aos 21 minutos, quando Everton Ribeiro fez um passe perfeito para a cabeça de Pereira, que estava dentro da área. O Coritiba estava com a mão na vaga.

Só que o jogo não havia acabado. O Grêmio passou a pressionar, principalmente tentando as faltas e os escanteios para a cobrança de Zé Roberto e Marquinhos, além do perigo que Kleber representava cada vez que pegava na bola.

A partida se tornou aberta dos dois lados, com diversas chances e os goleiros Vanderlei e Marcelo Grohe trabalhando muito. E quem deu a sorte foi o Grêmio, quando Marcelo Moreno, já aos 45 minutos do segundo tempo, recebeu na área e mandou para as redes.

A alegria do lado gremista se contrastou com a revolta do jogadores do Coritiba, que partiram para cima do árbitro Wilson Seneme e do assistente Emerson de Carvalho reclamando de impedimento do jogador gremista, que estava em posição legal. Mas a arbitragem deixou as reclamações de lado e confirmou o resultado. Fim de jogo e Grêmio com a vaga.

Vídeo da partida

 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Fox Sports estréia na SKY Brasil!



Quem manda agora no Canal 28 da SKY Brasil é um canal da família Fox. Vai transmitir todos os jogos da Libertadores 2012. Sua estréia foi hoje (14/03/12). Isso,estou falando do Fox Sports. O canal estreou mostrando Fluminense (BRA) x Zamora (VEN) e depois,também,Corinthians (BRA) x Cruz Azul (MEX).